A Faculdade de Veterinária da Uece celebrou, nesta quinta-feira (4), o nascimento da primeira lhama criada na Fazenda Experimental da instituição, localizada em Guaiúba. O animal, carinhosamente chamado de Maria Bonita, foi apresentado nas redes sociais da universidade e já está recebendo todos os cuidados necessários.
De acordo com a Uece, as lhamas da fazenda são acompanhadas por uma equipe especializada, responsável por exames periódicos e pela coleta de sangue para pesquisas. O objetivo é extrair nanocorpos, fragmentos de anticorpos que têm se mostrado fundamentais para estudos em parceria com a Fiocruz, principalmente em projetos relacionados a vacinas e testes contra Covid-19 e Leishmaniose.
Essa colaboração começou em 2021 e conta com financiamento da Funcap. Os camelídeos foram escolhidos devido à sua maior capacidade de fornecer esses fragmentos em comparação aos humanos, além de sua resistência natural. O estudo já teve etapas conduzidas em Rondônia e agora avança no Ceará.
Infraestrutura e ensino
A Fazenda Experimental da Uece ocupa uma área de 300 hectares e serve como campo de práticas para os cursos de Medicina Veterinária e para o Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal. O espaço conta com laboratórios, áreas de alojamento e suporte técnico para pesquisas, além de estar aberto a projetos financiados, teses e dissertações.
O local também oferece cursos de formação e capacitação para estudantes, produtores e trabalhadores rurais, abordando temas como inseminação artificial, doma racional, manejo de pastagens, bem-estar animal e primeiros socorros em animais de produção.
O nascimento de Maria Bonita, além de reforçar a estrutura acadêmica da universidade, simboliza o avanço de pesquisas que podem gerar novas soluções em saúde e fortalecer a ciência cearense no cenário nacional.

