A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) dará início ao 2º Levantamento de Índices Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, considerado uma das principais estratégias de monitoramento, controle e prevenção das arboviroses na Capital. A ação começou nesta terça-feira (14) e será encerrada no dia 24 deste mês, com cobertura dos 121 bairros e inspeção de cerca de 50 mil imóveis distribuídos em 3.862 quadras.
Participação de 978 servidores está prevista na pesquisa amostral, incluindo agentes de combate às endemias, supervisores, auxiliares de Entomologia e digitadores. O levantamento busca identificar focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, permitindo direcionamento mais eficiente das ações em campo.
Quatro ciclos do LIRAa estão programados para 2026, sendo dois no primeiro semestre e dois no segundo. O instrumento técnico orienta as equipes de vigilância em saúde e subsidia a atuação das ações de controle vetorial e prevenção de surtos.
PRÓXIMAS AÇÕES
Direcionamento das próximas estratégias de combate às arboviroses ficará a cargo da Coordenadoria de Vigilância em Saúde, com mobilização de profissionais e da população no controle da dengue.
“Esse novo levantamento permitirá identificar áreas com maior risco e agir de forma mais estratégica, intensificando as medidas de controle, principalmente neste período de quadra chuvosa. É um trabalho contínuo, que depende tanto do poder público quanto da colaboração da população para eliminar criadouros”, afirma, Josete Malheiro, coordenador de Vigilância em Saúde da SMS.
Ferramenta estratégica, o LIRAa permite identificar a presença do vetor nos bairros, orientando mobilização social, mutirões de limpeza, vistorias, fiscalização e campanhas educativas.
Resultados do levantamento impulsionam a intensificação de inspeções, ações educativas e eliminação de focos nas áreas com maior necessidade de intervenção. Execução da pesquisa ocorre em todo o território nacional, em período não epidêmico, com recomendação do Ministério da Saúde para quatro levantamentos anuais.
MONITORAMENTO
Uso de armadilhas do tipo ovitrampa também integra o sistema de vigilância da SMS, com instalação em 784 pontos da Cidade. Esses dispositivos possibilitam mapear a concentração de mosquitos adultos em áreas residenciais e garantem respostas mais rápidas das equipes a partir da estratificação do risco.
Instalação de 11.740 estações disseminadoras de larvicida está em andamento e reforça os esforços de vigilância e controle das arboviroses. A nova tecnologia amplia a capacidade de enfrentamento ao mosquito transmissor.
Monitoramento contínuo ocorre durante todo o ano, com reforço das ações antes e durante o período chuvoso, quando o acúmulo de água aumenta o risco de proliferação do vetor.
CONTROLE
Entre as principais medidas permanentes estão visitas domiciliares, aplicação de inseticidas por ação química espacial e residual (UBV), atendimento a denúncias pelo número 156 e monitoramento do vetor. Ações de educação em saúde, mobilização social, bloqueio de casos confirmados e recolhimento de pneus com mutirões de limpeza também integram a estratégia municipal.

