O caminho até a confirmação de Belém como sede da COP30 começou na COP27, no Egito, quando o presidente Lula propôs que a conferência climática fosse realizada no Brasil, dentro da Amazônia. A ideia era simples: levar os debates sobre preservação da floresta para o próprio coração do bioma.
A candidatura foi oficializada pelo Itamaraty em 2023 e, no fim do mesmo ano, em Dubai, a ONU confirmou a escolha. Pela primeira vez, a Conferência do Clima da ONU será realizada em uma cidade amazônica.
Infraestrutura em transformação
Belém está passando pela maior onda de investimentos de sua história recente: R$ 7 bilhões em obras e reformas, financiadas por recursos públicos e privados.
Entre as principais iniciativas estão a construção do Parque da Cidade, que receberá os espaços centrais da COP e depois funcionará como um parque público moderno, além da ampliação do aeroporto, modernização do Porto de Outeiro, revitalização do Ver-o-Peso, melhorias no saneamento, novas rotas de transporte e expansão da rede hoteleira.
Para abrigar o grande fluxo de visitantes, a cidade também contará com navios-hotel ancorados no porto e até escolas temporariamente adaptadas como hostels.
O significado político e social
Segundo a ministra Marina Silva, sediar a COP na Amazônia é “um gesto de justiça climática”. Diferentemente das edições anteriores realizadas em capitais globais, a COP30 dará visibilidade a comunidades que historicamente cuidam da floresta — indígenas, ribeirinhos e quilombolas — colocando-os no centro das discussões.
Expectativa
São esperados cerca de 50 mil participantes no encontro, incluindo líderes mundiais, pesquisadores, representantes de empresas e organizações da sociedade civil. O evento já traz reflexos antes mesmo de começar: a cidade registra aumento do turismo e abertura de novas vagas de trabalho.
➡️ Com informações do g1
Foto: Reprodução / Agência Pará / Agência Belém

