A Polícia Civil de São Paulo solicitou a prisão temporária dos sócios da academia C4 Gym, na Zona Leste da capital, onde alunos sofreram intoxicação durante uma aula de natação no sábado (7). O caso resultou na morte da professora Juliana Faustino, de 27 anos, após inalação de gás tóxico liberado na piscina.
Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, na noite de quarta-feira (11), os irmãos Cesar Bertolo Cruz e Celso Bertolo Cruz, além de Cezar Miquelof Terração, são os atuais sócios da rede. Eles estão na sede do 42º Distrito Policial, na Zona Leste, onde o caso é investigado.
Na quarta-feira (11), a Vigilância Sanitária realizou uma varredura em todas as unidades da rede na capital. Duas possuem piscina. A piscina da unidade de Santana permanece fora de funcionamento.
Três vítimas continuam internadas. Entre elas está Vinícius de Oliveira, marido da professora que morreu. Ele participava da aula no momento da intoxicação e segue em estado grave, mas com evolução considerada positiva. Conforme o irmão, Vinícius está acordado, consciente, foi extubado na terça-feira (10) e já foi informado sobre a morte da esposa.
Troca de mensagens é alvo de investigação
A investigação também apura trocas de mensagens encontradas no celular do manobrista Severino Silva, de 43 anos. Conforme o inquérito, ele conversou com um dos responsáveis pela academia após o episódio. No dia seguinte à intoxicação, um dos sócios teria orientado Severino a sair de casa e pedido “paciência” ao ser informado sobre o estado de saúde dos alunos.
“Vai, sai de casa que a polícia está batendo na porta de todo mundo”, escreveu um dos sócios ao manobrista, segundo depoimento obtido pela TV Globo.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da liberação do gás na piscina e a eventual responsabilidade dos administradores da academia no caso.

