A crise política que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), entra em nova fase. Agora, caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliar o relatório da Polícia Federal (PF) que indiciou os dois por coação de autoridades e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
De acordo com a PF, pai e filho articularam para pressionar ministros do STF e influenciar o processo em que Bolsonaro é réu por tentativa de golpe. A corporação concluiu que houve clara intenção de interferir no curso da Justiça.
Possíveis desdobramentos
Nas mãos do procurador-geral Paulo Gonet, o caso pode ter três caminhos distintos:
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Denúncia ao STF: acusação formal que tornaria os dois réus, iniciando ação penal.
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Pedido de novas investigações: se a PGR considerar necessário aprofundar pontos ainda não esclarecidos.
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Arquivamento: caso entenda que as provas não sustentam acusação criminal.
O que acontece em caso de denúncia?
Se a PGR optar por denunciar, o STF abre prazo para manifestação da defesa e, em seguida, os ministros decidem se recebem ou não a denúncia. Caso recebida, os investigados passam a responder a ações penais.
O julgamento final definirá se Bolsonaro e Eduardo serão condenados ou absolvidos, com possibilidade de aplicação de penas que, somadas, podem chegar a 12 anos de prisão.
A expectativa é de que a decisão da PGR seja tomada nas próximas semanas. Até lá, o relatório da PF, considerado robusto pelos investigadores, segue como base para a análise.

