O julgamento do núcleo central da trama golpista, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete de seus aliados, será retomado nesta terça-feira (9) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte passará à etapa dos votos dos ministros, após a fase de manifestações da acusação e das defesas.
O relator, Alexandre de Moraes, abrirá a votação, seguido por Flávio Dino. Ambos devem apresentar análises longas, abordando desde as preliminares levantadas pelos advogados até o mérito da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A expectativa é de que Moraes una em seu voto as questões processuais e o exame do mérito, definindo se haverá condenação ou absolvição.
Os advogados de Bolsonaro tentam anular a delação do tenente-coronel Mauro Cid e alegam cerceamento de defesa. Já a defesa de Walter Braga Netto pede que o processo seja transferido para a Justiça comum, questionando a atuação de Moraes no caso.
Segundo a denúncia da PGR, o grupo teria praticado cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Além de Bolsonaro, são réus: Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
A previsão é que o voto do ministro Luiz Fux seja apresentado na quarta-feira (10), mas o cronograma pode variar de acordo com a duração das manifestações. Depois dele, votam a ministra Cármen Lúcia e, por último, o presidente da Turma, Cristiano Zanin.
Com informações do G1.

