O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu, nesta terça-feira (10), a exumação do corpo do cão Orelha, cachorro comunitário que morreu no último mês janeiro e morava na Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina. O órgão solicitou ainda novas diligências sobre o caso.
O pedido foi feito após os promotores analisarem o inquérito policiai e os boletins de ocorrência circunstanciados registrados. Com isso, enxergou-se a “necessidade de complementação das investigações”. Caberá ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina aceitar ou não a solicitação. O processo tramita em segredo de justiça.
O inquérito sobre a morte do cão Orelha foi concluído há uma semana e a Polícia Civil apontou um adolescente como responsável pelas agressões que resultaram na morte do animal e pediu a internação dele. Três adultos também foram indiciados por suspeita de coação no processo.
Orelha era um cão comunitário que recebia cuidados de diferentes moradores da Praia Brava, bairro turístico da capital catarinense. O animal foi encontrado agonizando no dia 4 de janeiro, mas não resistiu aos ferimentos. A crueldade do caso chocou o país, que mobilizou atos pedindo justiça em diferentes cidades.
As investigações iniciais da Polícia Civil apontaram um grupo de quatro adolescentes como suspeitos de terem agredido o cachorro. Contudo, a participação de três deles neste caso foi descartada. O laudo pericial concluiu que Orelha foi atingido na cabeça com um objeto contundente.

