O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PDT) está proibido de fazer declarações ofensivas contra a prefeita de Crateús, Janaína Farias (PT). A decisão é do juiz Victor Nunes Barroso, da 115ª Zona Eleitoral de Fortaleza, publicada nesta segunda-feira (15). O veto vale para manifestações públicas, entrevistas, eventos e redes sociais. Caso descumpra, Ciro deverá pagar multa de R$ 10 mil.
A sentença rejeitou pedido da Advocacia do Senado Federal que pedia a prisão preventiva do pedetista, alegando reincidência nos ataques.
Contexto da denúncia
O Ministério Público Eleitoral do Ceará denunciou Ciro em 2023 por violência política de gênero. Em uma de suas falas, ele chamou Janaína de “assessora para assuntos de cama” do ministro da Educação, Camilo Santana. Na esfera cível, Ciro já havia sido condenado a pagar R$ 52 mil por esse episódio. Em agosto de 2025, novas declarações atribuídas a Ciro reforçaram o pedido de medidas cautelares.
Argumentos rejeitados
A defesa do pedetista tentou suspender o processo alegando:
incompetência da Justiça Eleitoral; ilegitimidade do Ministério Público; inépcia da denúncia.
Todos os pontos foram rejeitados pelo juiz, que manteve a denúncia e determinou a realização da audiência de instrução.
Posição do magistrado
Barroso considerou que os vídeos anexados aos autos confirmam as falas ofensivas. Segundo o magistrado, a postura de Ciro demonstra reiteração de condutas e não negação das ofensas. Apesar disso, entendeu que a prisão preventiva seria desproporcional, optando pela aplicação de multa como medida cautelar.
Declarações da prefeita
Em entrevista recente, Janaína afirmou que as ofensas foram usadas como meio indireto de atacar outro político. “Esse segundo ataque dele foi destemperado, mas é o jeito dele de ser. Covardemente, ele queria atingir uma pessoa, não atacou, mas atacou a mim”, disse.

