O jornalista Mino Carta, fundador da CartaCapital e figura histórica do jornalismo brasileiro, morreu nesta terça-feira (2), em São Paulo, aos 91 anos. Ele estava internado há cerca de duas semanas na UTI do Hospital Sírio-Libanês, enfrentando problemas de saúde há aproximadamente um ano. A causa da morte não foi divulgada.
Ao longo de sua trajetória, Mino Carta esteve à frente de alguns dos projetos mais importantes da imprensa nacional, entre eles as revistas Veja, IstoÉ e CartaCapital, além de sua contribuição para o jornal Jornal da Tarde e a revista Quatro Rodas.
Raízes familiares e vocação
Nascido em uma família com forte tradição jornalística na Itália, Mino herdou dos antepassados o ofício da escrita. Seu avô, Luigi Becherucci, foi diretor do jornal Caffaro, até ser afastado com a ascensão do fascismo. O pai, Giannino, também jornalista, chegou a ser preso por se opor a Mussolini e, após a guerra, emigrou para o Brasil.
Em 1950, Mino fez sua primeira experiência no jornalismo: escreveu artigos sobre a Copa do Mundo para jornais italianos, substituindo o pai. Mais tarde, declarou que naquele momento percebeu que poderia ser feliz escrevendo.
De Quatro Rodas à CartaCapital
Após abandonar a faculdade de Direito, Mino trabalhou em redações na Itália e como correspondente para veículos brasileiros. Aos 27 anos, foi chamado pela Editora Abril para dirigir a revista Quatro Rodas.
Em 1966, ajudou a lançar o Jornal da Tarde, e, dois anos depois, esteve à frente da fundação da revista Veja, que se tornaria uma das maiores publicações do país. Na década de 1970, criou a IstoÉ, consolidando-se como editor de grandes projetos editoriais.
O passo mais marcante de sua carreira veio em 1994, quando fundou a CartaCapital, revista que se tornou referência em análise política e jornalismo opinativo no Brasil.
Com informações do g1

