O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), anunciou que fará o reajuste salarial imediato dos professores da rede municipal de 5,4%, cumprindo o novo piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, que entrou em vigor nesta quarta-feira (21).
Para 2026, o valor foi passou de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válido para a rede pública de todo o país, com jornada de 40 horas semanais. “A nova medida beneficiará mais de 14 mil servidores, entre efetivos e substitutos”, celebrou o gestor através das redes sociais.
Segundo Evandro, o projeto do reajuste será enviado à Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) e, após aprovado, será aplicado com efeito retroativo à data-base de 1° de janeiro. “Fortaleza, assim como fez em 2025, adere ao reajuste do piso nacional da categoria, concedido pelo Governo Federal. Nós imediatamente vamos implementar. Mais uma vez, Fortaleza sai na frente”, reforçou.
O secretário de Educação do Município, Idilvan Alencar, celebrou a rápida adesão ao lado do prefeito. “Fico feliz pela valorizar a educação. Nada mais justo que cumprir a lei do piso e estamos saindo na frente pelo segundo ano consecutivo. Parabéns a rede municipal de Fortaleza”, comemorou.
Novo piso
O novo piso foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (21), a partir da Medida Provisória (MP) que atualiza o cálculo. O percentual representa um ganho real de 1,5% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, que foi de 3,9%.
O piso salarial é o valor mínimo que professores devem ganhar no Brasil. A legislação determina a recomposição anual do valor. A norma define que o piso será atualizado a partir da soma do INPC do ano anterior e de 50% da média da variação percentual da receita real, com base no INPC, relativa à contribuição de estados, Distrito Federal e municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), realizada nos cinco anos anteriores ao ano da atualização.
A lei também determina que o percentual estabelecido nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior, medida pelo INPC. No ano passado, seguindo a mesma regra, o reajuste foi de 6,27%.
As remunerações dos profissionais da educação básica são pagas por prefeituras e estados a partir de recursos do Fundeb, bem como de complementações da União. Por ser uma MP, a medida tem validade imediata, mas precisará ser confirmada pelo Congresso Nacional.

