O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), cumpre agenda oficial no México nesta semana, entre os dias 27 e 28 de agosto, com foco na ampliação das relações comerciais entre os dois países. A visita ocorre em um momento de tensão, marcado pelo tarifaço de 50% aplicado pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.
O que está em jogo
O México, importante comprador de carne brasileira, tem aumentado a demanda por outros produtos do Brasil. O governo avalia que há espaço para expandir o comércio bilateral em áreas estratégicas como agroindústria, energia, biocombustíveis e saúde.
Alckmin deve se reunir com a presidente Claudia Sheinbaum, alinhada politicamente a Lula, com quem já manteve encontros anteriores. A expectativa é reforçar a parceria entre os dois países, que compartilham o interesse de reduzir a dependência do mercado norte-americano, dado que ambos também sofrem com medidas protecionistas vindas de Washington.
O discurso de Alckmin
No último sábado (23), em São Paulo, o vice-presidente voltou a criticar as sobretaxas:
“Se depender de nós, o tarifaço acaba amanhã. O nosso trabalho é o diálogo e a negociação. Temos espaço para excluir mais produtos e baixar alíquotas.”
Ele lembrou ainda que produtos derivados de aço e alumínio já foram retirados da lista dos 50%, o que trouxe ganhos de competitividade para indústrias como a de máquinas, motocicletas e retroescavadeiras.
Medidas internas
O governo federal também anunciou apoio emergencial aos exportadores brasileiros. A linha de crédito do BNDES destinada às empresas afetadas subiu de R$ 30 bilhões para R$ 40 bilhões.
Estratégia de longo prazo
Segundo o Ministério da Indústria e Comércio, a postura brasileira combina dois caminhos: manter a pressão diplomática sobre os EUA e, ao mesmo tempo, abrir novos mercados. Nesse cenário, o México é visto como parceiro-chave para compensar parte das perdas com as restrições impostas pelos norte-americanos.
Com informações do G1
Foto: Reprodução

