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    Cearense de 16 anos é a única mulher entre brasileiros classificados para olimpíadas internacionais de Física

    By Agência Cearensemarço 23, 2026 Ceará
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    Entre os estudantes brasileiros selecionados para representar o país nas principais competições internacionais de Física em 2026, só há uma mulher: a cearense Maria Beatriz Mesquita Ximenes, de 16 anos. Conhecida como Mabe, a aluna conquistou uma das quatro vagas da delegação que disputará a Olimpíada Ibero-Americana de Física (OIbF) neste ano.

    Aluna do 3º ano do ensino médio no Colégio Farias Brito, em Fortaleza, Mabe mantém uma rotina intensa de estudos. A conquista é resultado de uma trajetória iniciada há mais de dois anos, quando deixou Sobral, a cerca de 244 quilômetros da capital cearense.

    A mudança aconteceu quando Mabe tinha 14 anos. Em Fortaleza, passou a morar com a tia. Segundo a estudante, a decisão foi motivada pela busca por mais oportunidades acadêmicas e por um suporte maior da escola ao longo da trajetória em olimpíadas e seletivas internacionais. Com o destaque nas competições, Mabe chegou a ganhar bolsa integral no colégio.

    Para alcançar resultados surpreendentes, a estudante chega a passar quase 14 horas por dia na escola. Em alguns dias, a rotina inclui até 11 aulas. Grande parte da carga horária é dedicada ao treinamento para olimpíadas de Física, com resolução de questões semelhantes às cobradas nas provas. Mabe também participa de atividades práticas em laboratórios de Física e Robótica.

    Além da carga intensa de estudos, Mabe também enfrenta um desafio comum para mulheres em áreas das ciências exatas: a falta de representatividade.

    “É uma tristeza muito grande não ver outras meninas junto comigo. Por causa disso, acaba se tornando um processo muito solitário”, afirma.

    Apesar do sentimento de solidão, a estudante diz que nunca sofreu preconceito direto por parte dos colegas e que recebe incentivo constante dos professores. O desafio, segundo ela, é mais psicológico.

    Da olimpíada escolar à seleção internacional

    Aos 16 anos, Mabe é a única menina entre os 19 selecionados para representar o Brasil em olimpíadas internacionais de física. — Foto: Divulgação

    A jornada de Mabe até as competições internacionais foi construída ao longo de três anos consecutivos. Em 2024, ela iniciou o percurso com a participação na Olimpíada Brasileira de Física (OBF), onde conquistou uma medalha de bronze.

    No ano seguinte, a estudante avançou para o Torneio Brasileiro de Física (TBF), etapa que define os representantes do Brasil nas olimpíadas internacionais e reúne estudantes do ensino médio.

    Neste ano, entre os dias 25 de setembro e 1º de outubro, Mabe representará o Brasil na OIbF, que será realizada em João Pessoa, na Paraíba.

    Faz dois anos que eu estudo para estar onde estou agora. É um estudo muito cansativo, mas é sobre você se sentir desafiado todos os dias e entender que isso significa que está no caminho certo.

    — Maria Beatriz Mesquita Ximenes

    Cadu Farias, professor e coordenador da equipe de física do Colégio Farias Brito, onde Mabe estuda, destaca que existe uma regra que garante uma vaga feminina entre os 19 selecionados do TBF caso nenhuma mulher esteja entre os classificados. Mabe não precisou desse critério, tendo garantido sua vaga pelo próprio desempenho.

    “A Mabe estava esperançosa com a cota feminina, mas ela brigou lá em cima e não precisou de cota. Ela passou por mérito dela”, reforça o professor.

    Segundo César Soares, vice-coordenador geral da Olimpíada Brasileira de Física (OBF), delegações de 19 países devem participar da OIbF 2026. A competição é composta por uma prova teórica e uma experimental, e os estudantes com melhor desempenho recebem certificados e medalhas.

    Para ele, porém, o alcance da olimpíada vai além da premiação: as competições internacionais funcionam como vitrine para jovens talentos e podem abrir caminho para oportunidades acadêmicas no exterior. Em edições anteriores, por exemplo, medalhistas da OIbF conseguiram bolsas em universidades estrangeiras.

    São olimpíadas que podem abrir portas para universidades fora do país.

    — César Soares

    Única mulher entre os selecionados

    Durante boa parte da sua preparação, Mabe foi a única mulher da turma. Ela relembra que a ausência de outras colegas tornou a jornada mais solitária. “Mesmo tendo amigos homens, não é a mesma coisa, né?”, pontua.

    Para a estudante, a baixa presença feminina nas olimpíadas científicas não está relacionada à capacidade intelectual, mas à falta de representatividade nesses espaços.

    Mesmo com a rotina intensa de estudos, a jovem afirma que um de seus principais objetivos é abrir caminho para que outras mulheres se sintam encorajadas a permanecer na área de exatas.

    O ambiente ainda é majoritariamente masculino, mas começa a dar sinais de mudança. Neste ano, outras quatro alunas passaram a integrar a turma de treinamento para olimpíadas da escola onde Mabe estuda.

    Para Cadu, o exemplo de Mabe tem potencial para influenciar novas estudantes a se dedicarem à área. Segundo ele, a presença de referências femininas é fundamental para mostrar que a Física é um espaço possível para todos.

    “A Mabe vai ser o grande espelho delas. Ela é tipo um ‘popstar’ agora para as novas alunas”, pontua.

    Desigualdade que começa antes da universidade

    A sensação de isolamento relatada por Mabe permanece no ensino superior no Brasil. As carreiras em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM, na sigla em inglês) ainda são amplamente dominadas por homens.

    Segundo um levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, com base em dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgados em 2025, os homens representavam 74% dos ingressantes nos cursos de STEM em 2023. As mulheres, por sua vez, ocupavam apenas um quarto (26%) dessas vagas.

    Embora a porcentagem feminina ainda seja minoritária, houve um avanço na última década. O levantamento aponta que, entre 2013 e 2023, o número absoluto de mulheres que entraram em graduações de ciências exatas e biológicas subiu de 176.547 para 227.317 — uma alta de 29%.

    O problema, no entanto, reside na proporção desse avanço. No mesmo período, o crescimento dos calouros homens foi o dobro do registrado entre as mulheres, atingindo 56%.

    Para Cadu, o baixo número de mulheres na área está ligada a um processo social e cultural que começa ainda na infância. Segundo ele, meninos costumam ser mais incentivados ao raciocínio lógico e a jogos de estratégia, enquanto meninas são direcionadas para outros caminhos.

    “As ferramentas para quebrar esse tabu são essas guerreiras. Eu acho que elas vão mostrar a diferença. Vai ser importante a Mabe conseguir um bom resultado [na OIbF], servir como referência, e essas cinco se transformaram em 10, depois em 15…”, destaca.

    Para mudar esse cenário, o coordenador afirma que a escola tem investido em iniciativas como torneios femininos, apoio psicológico e a presença de mulheres em posições de orientação. Ainda assim, ele ressalta que a transformação precisa ir além das instituições educacionais e começar dentro de casa, com incentivo e oportunidades iguais desde a infância.

    Planos para o futuro

    Mabe tem interesse em estudar Computação Quântica no Ensino Superior. — Foto: Divulgação

    Mabe tem interesse em estudar Computação Quântica no Ensino Superior. — Foto: Divulgação

    Mabe pretende seguir uma carreira que conecte a Física à tecnologia, com interesse especial na área de computação quântica. A escolha, segundo ela, está ligada ao potencial transformador do campo, que considera estar no centro da próxima revolução tecnológica.

    A estudante também pondera os desafios de seguir a carreira de física no Brasil, citando a desvalorização da carreira e as dificuldades para manter uma boa qualidade de vida.

    Embora ainda não tenha definido em qual universidade pretende ingressar, Mabe mantém aberta a possibilidade de continuar os estudos tanto no Brasil quanto no exterior.

    Com informações do G1

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