O Ceará vai contar com seis terminais de cargas ligados à ferrovia da Transnordestina, que vai cortar o Estado, ligando o Cariri ao Porto do Pecém. Em todo o Nordeste, serão 10 terminais em pontos estratégicos mapeados pela Transnordestina Logística S.A. (TLSA) e, no Estado, pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) há cerca de dois anos. Além dos localizados em território cearense, haverá mais dois no Piauí e dois em Pernambuco.
Até o último mês de janeiro, já estavam anunciados empreendimentos em Missão Velha, Iguatu e Quixeramobim. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) anunciou, para além destes, terminais em Quixadá e em Maranguape. Também foi confirmado pelo MIDR o terminal de cargas no Porto do Pecém, que será responsável pela ligação das malhas ferroviárias da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) — que liga o Porto de Itaqui, no Maranhão, aos do Pecém e do Mucuripe, em Fortaleza — e a TLSA.
Até o último mês de janeiro, a Fase 1 da Transnordestina estava com cerca de 80% de execução. No Ceará, as obras se estendem por 326 quilômetros, ligando o município de Piquet Carneiro, no Sertão Central, ao Porto do Pecém.
O trecho ao sul de Piquet Carneiro já está concluído e já recebeu, inclusive, operações de transporte de carga, em 11 de janeiro. Entre Bela Vista, no Piauí, e Iguatu, foram transportados 20 vagões de sorgo destinados a granjas.
Ferrovia Transnordestina
Ao todo, o investimento na Transnordestina é de R$ 15 bilhões. A ferrovia, que é considerada uma das obras mais estratégicas do País, já conta com 100% dos lotes em construção no Ceará.
Com uma extensão total prevista de 1.200 quilômetros, ela vai ligar o interior do Piauí e de Pernambuco ao litoral cearense. Partindo de Eliseu Monteiro (PI), ela seguirá até Salgueiro (PE), de onde saem dois braços: um deles adentra o Ceará, até chegar ao Porto do Pecém, e o outro segue no território pernambucano, até o Porto de Suape, entre os municípios de Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca.
A previsão é que a Fase I da obra seja entregue até 2027, já com a garantia da conexão plena da ferrovia com o Porto do Pecém no Ceará.
No Ceará, a expectativa é de que cada lote da obra reúna cerca de mil trabalhadores, totalizando entre 5 mil e 5,5 mil empregos diretos ao longo da Transnordestina, além de postos indiretos gerados nas áreas de alimentação, fornecimento de insumos e serviços de apoio.
“Principal obra de logística da história do Ceará”
O governador Elmano de Freitas (PT), em uma vistoria aos trabalhos realizados na ferrovia no último dia 30 de janeiro, afirmou que a Transnordestina é a principal obra de logística da história do Estado.
O chefe do Executivo ressaltou a importância estratégica do empreendimento para o desenvolvimento econômico do Ceará, com impacto direto na geração de empregos, no fortalecimento da logística e na interiorização do crescimento.
“O que temos aqui é muita geração de emprego, mas, principalmente, uma obra que vai ajudar a transformar ainda mais a economia cearense. Estamos realizando a principal obra de logística da história do Ceará, com uma ferrovia que vem do Piauí, atravessa o Estado de Norte a Sul e chega ao Porto do Pecém, conectando nossa produção ao mercado mundial”, destacou.

