O Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades apresentou nesta quinta-feira (28), em Brasília, o terceiro Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2025, elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O estudo analisou 43 indicadores, dos quais 25 registraram avanços, principalmente em áreas como meio ambiente, saúde, trabalho e educação. Apesar disso, oito indicadores permaneceram estáveis e três tiveram retrocessos, relacionados a saúde e moradia.
Segundo o levantamento, mesmo com melhorias pontuais, persistem desigualdades estruturais de raça/cor, gênero e entre regiões do país.
Durante a apresentação na Câmara dos Deputados, o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) reforçou que os números não podem ser tratados apenas como estatísticas. “Isso não são números. São pessoas, histórias, mulheres, trabalhadores e crianças que precisam de um país justo, solidário, fraterno, democrático e soberano”, declarou.
Já o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, representante do Pacto Nacional, destacou que as desigualdades no Brasil seguem sendo “um problema dramático”. Ele ressaltou que, embora haja avanços, eles ainda ocorrem de maneira lenta. “O Observatório busca registrar tanto o diagnóstico perverso da desigualdade estrutural quanto os resultados graduais de superação, que precisam ser mostrados à sociedade ano após ano”, explicou.
Com informações da Times Brasil
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

