O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi diagnosticado com carcinoma de células escamosas “in situ”, uma forma de câncer de pele em estágio inicial. O diagnóstico foi confirmado pelo Hospital DF Star, em Brasília, onde ele esteve internado desde segunda-feira (15).
Procedimentos realizados
Segundo boletim médico, Bolsonaro passou por procedimento cirúrgico no domingo (14) para a retirada de oito lesões cutâneas no tronco e no braço direito. Duas delas testaram positivo para o carcinoma, considerado pelos especialistas um tumor nem benigno, nem de alta agressividade, mas capaz de gerar complicações se não tratado.
O médico Cláudio Birolini afirmou que a retirada foi suficiente para eliminar as lesões detectadas, mas que Bolsonaro precisará de acompanhamento regular devido ao risco de novas ocorrências. “Não há indicação, neste momento, de quimioterapia ou radioterapia”, destacou.
Quadro clínico e internação
Além das lesões na pele, Bolsonaro apresentou anemia persistente e alteração da função renal, o que motivou a internação. Ele também teve um episódio de pré-síncope, com queda de pressão e taquicardia. Após hidratação endovenosa e reposição de ferro, recebeu alta.
De acordo com os médicos, o ex-presidente seguirá em tratamento para hipertensão e refluxo gastroesofágico, além de medidas de prevenção contra novos episódios de broncoaspiração.
Repercussão e contexto político
O diagnóstico ocorre dias após a condenação de Bolsonaro pelo STF a 27 anos de prisão por participação em uma trama golpista, caso que ainda cabe recurso. O tratamento médico, segundo especialistas, não interfere no andamento judicial, mas pode abrir espaço para pedidos da defesa em relação às condições de cumprimento da pena.
Com informações do G1

