O deputado estadual Felipe Mota (União Brasil) anunciou que vai protocolar o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação de predadores sexuais ligados ao caso Jeffrey Epstein no Ceará. O legislador anunciou a sua proposta na sessão desta terça-feira (10) na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece).
Arquivos do caso divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA citam Fortaleza e as praias do Morro Branco e Canoa Quebrada. Há registros de e-mails trocados pelo empresário norte-americano com o agente de modelos Jean Luc Brunel, em que as cidades cearenses são citadas.
Para uma CPI ser instalada na Alece, é necessária a assinatura de pelo menos 16 deputados, ou seja, um terço dos 46 parlamentares. Até novembro do ano passado, o número necessário era de 12 assinaturas, mas uma proposta de emenda à Constituição ampliou o número mínimo.
Felipe Mota, durante o seu pronunciamento, afirmou que já conversou com o presidente da Alece, Romeu Aldigueri (PSB), e com o líder do Governo na Casa, Guilherme Sampaio (PT), para pedir apoio à abertura da CPI.
Ele afirmou que deve ter o retorno do Governo sobre a possibilidade de conseguir apoio dos deputados da base para a instalação da CPI após o Carnaval.
Mota lembrou que, na década de 1990, a imagem do Ceará era de um estado em que a presença do turismo sexual era intensa. “Sofremos muito com uma característica que prejudicava muito nosso turismo. (…) Não queremos mais essa pecha, nem para o nosso Estado, nem para o nosso País”, afirmou.

