Dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 7 de fevereiro de 2026 apontam que seis mortes estão sendo investigadas no Brasil por suspeita de pancreatite associada ao uso de canetas emagrecedoras. O órgão também registra mais de 200 casos suspeitos da doença relacionados a esse tipo de medicação.
O número pode ser ainda maior, já que esse tipo de notificação não é obrigatória, o que pode gerar subnotificação e dificultar a real dimensão do problema.
Para o médico nutrólogo Dr. Fernando Guanabara Filho, o crescimento do uso dessas medicações sem orientação adequada é preocupante. Embora tenham indicação clínica bem definida, principalmente no tratamento da obesidade e do diabetes, as chamadas canetas emagrecedoras exigem avaliação criteriosa.
O procedimento correto para o uso dessas canetas é a prescrição individualizada e o acompanhamento contínuo. “Sem esse cuidado, os riscos aumentam consideravelmente“, destacou.
De acordo com o o médico, as principais complicações são:
- Náuseas intensas;
- Vômitos persistentes;
- Desidratação;
- Alterações metabólicas;
- Quadros de pancreatite.
A pancreatite é “uma inflamação grave do pâncreas que pode evoluir rapidamente e trazer consequências sérias para a saúde”, afirmou o especialista.
O médico reforça que não existe solução rápida e segura para o emagrecimento sem acompanhamento profissional. Todo tratamento deve considerar o histórico clínico do paciente, exames laboratoriais, hábitos alimentares, rotina de atividade física e outras condições de saúde.

