A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira (1º) uma das principais bandeiras econômicas do governo Lula: a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para contribuintes que recebem até R$ 5 mil por mês. Atualmente, a isenção vale apenas para rendas de até R$ 3.060.
Principais pontos do projeto
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A medida prevê que trabalhadores com rendimentos de até R$ 5 mil mensais deixem de pagar imposto de renda a partir de 2026.
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Para compensar a queda na arrecadação, será criado um imposto mínimo de até 10% sobre rendimentos acima de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês).
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A expectativa do governo é beneficiar 10 milhões de brasileiros e corrigir parte da defasagem histórica da tabela do IR, congelada há anos frente à inflação.
📊 Impacto fiscal
O Ministério da Fazenda estima que a renúncia de receita será de R$ 25,8 bilhões em 2026. A tributação mínima sobre altas rendas deve gerar R$ 25,2 bilhões, equilibrando a medida sem ampliar o déficit público.
Exemplos práticos
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Um motorista com renda de R$ 3.650,66 deixaria de pagar R$ 1.058,71 ao ano.
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Um professor com salário de R$ 4.867,77 economizaria R$ 3.970,18 anuais.
Debate político
Defensores do projeto argumentam que ele corrige distorções históricas e alivia a carga tributária da classe média. Já opositores classificam a medida como “eleitoreira” e alertam para riscos fiscais.
Tramitação
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Se aprovado, o projeto segue para o Senado, onde poderá ser modificado ou enviado direto à sanção do presidente Lula.
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O objetivo do governo é aprovar as novas regras até 31 de dezembro, para entrarem em vigor em 2026.

