Diante do impacto provocado pelo aumento das tarifas norte-americanas, o Governo do Ceará declarou situação de emergência econômica. O decreto, publicado nesta quarta-feira (3) no Diário Oficial do Estado, reconhece a excepcionalidade do cenário e autoriza a adoção de medidas emergenciais para proteger a economia local.
As novas tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros atingem diretamente a economia cearense, já que mais da metade (51,9%) das exportações do estado têm os EUA como destino. O agronegócio, a indústria calçadista e o setor de alimentos estão entre os mais afetados. Apenas no primeiro semestre de 2025, as vendas para o mercado norte-americano totalizaram US$ 556,7 milhões.
A Federação das Indústrias do Estado (Fiec) prevê a perda de 8 a 9 mil empregos com a manutenção das tarifas. Para reduzir os efeitos da crise, o governo estadual lançou um plano emergencial que prevê:
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acesso facilitado ao crédito;
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redução de encargos;
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compra direta de itens como mel, pescados e castanha de caju, com destino a programas sociais.
O decreto segue como instrumento jurídico para permitir respostas rápidas, a exemplo da flexibilização de normas e mobilização de recursos, garantindo apoio imediato às famílias e empresas afetadas. Cerca de 300 exportadoras cearenses devem ser contempladas com o pacote.
Além disso, outros funis de apoio, como editais da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), foram abertos em agosto para credenciamento de empresas atingidas, encerrando inscrições nesta quinta-feira (4).
Com essa medida, o governo de Elmano de Freitas busca proteger empregos, evitar o fechamento de negócios e manter a competitividade do estado no comércio internacional, mesmo diante do chamado “tarifaço”.
Foto: Reprodução/TV Verdes Mares e REUTERS/Evelyn Hockstein

