O Brasil se prepara para uma nova era na televisão. A DTV+, também chamada de TV 3.0, chega para transformar a forma de assistir TV aberta, oferecendo mais qualidade, personalização e interatividade.
Assim como na transição da TV analógica para a digital, no início será necessário um conversor (estimado entre R$ 300 e R$ 350) para acessar os recursos da nova tecnologia. A expectativa é que, em pouco tempo, os televisores já saiam de fábrica com suporte ao sistema.
O que muda com a DTV+
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Qualidade de imagem: transmissões em 4K e até 8K, com maior brilho e contraste.
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Som envolvente: áudio imersivo, comparado ao de cinema.
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Canais como apps: cada emissora poderá funcionar como um aplicativo, trazendo programação segmentada e recursos extras.
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Publicidade personalizada: anúncios adaptados ao perfil do espectador.
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Interatividade: votar em enquetes, comprar produtos mostrados em novelas e programas ou participar de promoções diretamente pela tela.
Segundo Leonora Bardini, diretora de programação da TV Globo, a TV passará a reconhecer os gostos do usuário. “É como ter uma televisão personalizada, que combina conteúdo e publicidade de acordo com cada pessoa”.
Precisa de internet?
A DTV+ funciona sem conexão à internet, garantindo a qualidade máxima de imagem e som. No entanto, a conexão amplia a experiência, permitindo interações como compras online ou votações em reality shows.
Transição gradual
De acordo com o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a migração será progressiva, começando pelas capitais. “Teremos um período de convivência entre a TV digital atual e a TV 3.0. Isso dará tempo para a indústria e os consumidores se adaptarem”, afirmou.
A DTV+ utiliza a tecnologia ATSC 3.0, considerada uma das mais avançadas do mundo.
Com informações do G1

