O Mundial de Ginástica Rítmica foi marcado por um feito histórico para o Brasil. Dentro de um tablado de 14m x 14m, as ginastas brasileiras mostraram que esse espaço pode conter não apenas movimentos, mas os sonhos de uma nação inteira.
“Tem tamanho? Acho que é gigante, é infinito!”, declarou a treinadora Camila Ferezin, emocionada após a apresentação do conjunto.
O país já havia conquistado medalhas em etapas importantes, mas ainda buscava a glória em um campeonato mundial. Dessa vez, o objetivo esteve muito próximo.
“Cada competição é diferente. Queríamos apenas fazer o nosso melhor, e acredito que conseguimos”, afirmou a ginasta Duda Arakaki.
Nos bastidores, a emoção correu solta. Keila Madeira, mãe de Sofia, preferiu não assistir à performance da filha. Enquanto a equipe se apresentava, ela rezava.
“Eu vejo tudo depois, assisto várias vezes. Mas, ao vivo, prefiro rezar. Acho que minha energia é pesada para aquele momento”, explicou Keila.
Dentro da quadra, porém, nada pesou. Sofia, Duda, Mariana, Maria Paula e Nicole entraram em cena com confiança. Na série mista com arcos e bolas, embalada pela música “Evidências”, o conjunto brasileiro assumiu a liderança. A posição foi mantida na segunda exibição, com fitas, garantindo notas altíssimas.
“Depois, assistindo pelo celular, a gente se sente bem. Ao vivo, minha mãe nunca consegue ver”, brincou Sofia Madeira, entre risos.
Na soma geral, o Brasil fechou com 55.250 pontos, a maior pontuação obtida pela equipe em 2025. O resultado valeu a medalha de prata, ficando atrás apenas do Japão, campeão mundial.
Apesar de não ter vindo o ouro, a campanha entrou para a história da ginástica brasileira e mostrou que os 14 metros do tablado são grandes o bastante para abrigar um país inteiro torcendo junto.
Imagem: Ivan Carvalho / CBG
Com informações do G1

