Um novo levantamento do IBGE mostra que o Ceará tem menos homens do que mulheres em quase todas as idades. De acordo com a PNAD Contínua 2024, há apenas 94 homens para cada 100 mulheres no estado. A diferença se torna mais evidente à medida que a população envelhece, já que a mortalidade masculina é historicamente mais alta.
O estudo estima que, em 2024, o Ceará tinha uma população de 9,217 milhões de habitantes. Desses, 4,463 milhões eram homens e 4,754 milhões eram mulheres, confirmando a predominância feminina.
Apenas em dois grupos etários os homens são maioria:
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20 a 24 anos: 110,6 homens para cada 100 mulheres;
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25 a 29 anos: 102 homens para cada 100 mulheres.
Já entre os idosos com mais de 60 anos, a diferença é grande: apenas 75,7 homens para cada 100 mulheres.
Cenário nacional
O mesmo fenômeno se repete no Brasil. Em 2024, o país registrava 95,2 homens para cada 100 mulheres, com elas representando 51,2% da população. No Nordeste e no Sudeste, as mulheres são maioria mais expressiva, enquanto o Norte aparece como a região mais equilibrada.
Dois estados destoam: Tocantins, com 105,5 homens por 100 mulheres, e Santa Catarina, com 100,9. Em contrapartida, o Rio de Janeiro apresentou o maior déficit masculino entre idosos, com apenas 70,4 homens para cada 100 mulheres acima dos 60 anos.
Na Paraíba, a discrepância é maior entre os jovens: 136 homens para cada 100 mulheres de 18 e 19 anos.
Mudança na pirâmide etária
Além da distribuição por sexo, o IBGE destaca o envelhecimento populacional no Brasil. A pirâmide etária de 2012 para 2024 mostra redução da proporção de jovens e aumento da população mais velha. Ou seja, o país tem menos homens e mulheres nas faixas até 34 anos, mas crescimento significativo nos grupos acima dessa idade.
Com informações do IBGE

