A consultoria Quaest inicia nesta semana uma nova rodada de pesquisas que promete repercutir no cenário político nacional. Serão três levantamentos sucessivos — sobre o desempenho do governo federal, os nomes que se colocam para a sucessão presidencial em 2026 e as disputas estaduais em oito unidades da federação.
O primeiro resultado será divulgado na quarta-feira (20) e traz a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O último levantamento, em julho, apontou um quadro de estabilidade, com 53% de desaprovação e 43% de aprovação. A expectativa é saber se esses números se mantêm após semanas de turbulências políticas e econômicas.
Na quinta-feira (21), o foco será a sucessão presidencial. Pela primeira vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, entrará como opção testada contra Lula. Outros nomes já conhecidos permanecem no páreo: Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Michelle Bolsonaro (PL), Ratinho Júnior (PSD-PR), Eduardo Leite (PSD-RS), Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO).
No levantamento anterior, Lula mantinha vantagem no primeiro turno contra todos os adversários e, no segundo, só empatava tecnicamente com Tarcísio. A inclusão de Flávio Bolsonaro busca medir se a direita poderá renovar suas opções diante da crescente fragilidade jurídica de Jair Bolsonaro.
A semana se encerra com a divulgação, na sexta-feira (22), da avaliação de governadores e da intenção de voto para 2026 em Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. Os números estaduais devem indicar tanto a força dos governistas quanto o desempenho da oposição nas principais regiões eleitorais do país.
Para analistas políticos, a sequência de pesquisas servirá como termômetro da disputa de narrativas entre governo e oposição, mostrando se Lula mantém fôlego diante das pressões e se a direita consegue projetar novos nomes capazes de desafiar o petista em 2026.
Com informações do G1Foto: Adriano Machado/Reuters

