O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior confessou ter assassinado o gari Laudemir Fernandes, de 44 anos, no dia 11 de agosto, na região Oeste de Belo Horizonte (MG). Em novo depoimento prestado ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele disse que utilizou a pistola calibre .380 da esposa, a delegada Ana Paula Balbino, mas afirmou que ela não sabia que o armamento estava em sua posse.
Segundo o empresário, o disparo ocorreu após uma suposta “discussão de trânsito”. Até então, ele negava a autoria do crime, mas a confissão confirmou o que já havia sido relatado por testemunhas — de que ele desceu do carro, fez ameaças e atirou contra o gari que trabalhava no bairro Vista Alegre.
Defesa abandona o caso
Na segunda-feira (18), os advogados Leonardo Guimarães Salles, Leandro Guimarães Salles e Henrique Viana Pereira, que defendiam Nogueira, renunciaram à causa. O pedido foi protocolado no 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte.
Em nota, os advogados informaram que comunicaram a decisão ao cliente, que deverá nomear novo procurador. Ao portal UOL, Leonardo Salles declarou que deixou o caso por “motivo de foro íntimo”, após conversa reservada com o ex-cliente.
Prisão e investigações
Renê foi preso em flagrante horas depois do crime, em uma academia. Ele estava em um carro elétrico modelo BYD. O Ministério Público de Minas Gerais pediu o bloqueio de R$ 3 milhões em bens do empresário e da delegada, atendendo a solicitação da defesa da vítima.
A Polícia Civil apura a responsabilidade do empresário e investiga se a esposa, proprietária da arma, tinha ciência de que o armamento estava em posse dele.
Com informações do G1 e UOL
Foto : Reprodução

