O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sindiônibus) afirmou que a suspensão de 25 linhas de ônibus e alteração de mais 38 frotas permanece na mesma situação nesta terça-feira (30). A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) ainda não apresentou atualizações sobre o ocorrido.
O órgão reforçou que mantém contato constante com a Etufor e a Prefeitura de Fortaleza
“O Sindiônibus lamenta a situação e esclarece que todas as medidas adotadas têm o objetivo de garantir a continuidade do serviço“, destacou o órgão em nota.
AJUSTE NECESSÁRIO
O Sindiônibus também emitiu uma nota informando que, nesta segunda-feira (29), a frota em operação em Fortaleza passou por um ajuste necessário, resultado de estudos técnicos realizados pela entidade.
Conforme a empresa, o ajuste se faz necessário diante do atual cenário de desequilíbrio financeiro enfrentado pelas empresas de transporte coletivo.
Estudos realizados pelo Sindiônibus levaram em conta fatores como dimensionamento da frota, análise de rotas e linhas, sempre fundamentados em critérios técnicos.
Algumas linhas que apresentam maiores déficits financeiros precisaram ser reduzidas ou suprimidas, enquanto linhas de maior relevância, que transportam um número mais elevado de passageiros diariamente, receberam reforço com a inclusão de novos veículos.
Em nota, a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) disse que não autorizou a Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) a suspender a operação de 25 linhas. A entidade ressaltou, ainda, que se trata de uma decisão unilateral do Sindiônibus.
Nenhuma das modificações estava programada oficialmente em sistema para ocorrer e não foram autorizadas pela Etufor, conforme a declaração do órgão.
A Etufor defendeu que a Prefeitura de Fortaleza tem garantido, mensalmente, o pagamento dos subsídios, que somam aproximadamente R$ 16 milhões por mês para a operação do sistema, ou seja, cerca de R$ 500 mil por dia.
“O diálogo é permanente com o Sindiônibus, com o objetivo de articular alternativas que não venham a prejudicar as empresas e, principalmente, os usuários”, finalizou a nota.

