A Prefeitura de Fortaleza intensificou as ações de prevenção contra alagamentos com a limpeza de açudes, lagoas, canais e bueiros da cidade e anunciou o uso do Observatório de Riscos Climáticos como ferramenta de apoio durante a próxima quadra chuvosa. A iniciativa envolve a Defesa Civil e as secretarias municipais da Infraestrutura, da Conservação e das Regionais. A quadra chuvosa no Ceará acontece de fevereiro a maio.
Um dos pontos prioritários é o Açude Santo Anastácio, localizado no Campus do Pici, da Universidade Federal do Ceará (UFC). Os serviços no local foram reforçados nos meses de novembro e dezembro do ano passado e continuam em janeiro, com o objetivo de reduzir possíveis danos causados pelo aumento do volume de chuvas previsto para os próximos meses.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito Evandro Leitão (PT) acompanhou os trabalhos no açude e destacou o caráter preventivo da ação. Segundo ele, a retirada de material orgânico acumulado ao longo de cerca de dois meses vai garantir maior fluidez da água durante o período chuvoso, beneficiando canais afluentes que se estendem da região da Parangaba até o reservatório.
O prefeito também ressaltou a preocupação com o risco de transbordamento do açude, situação já registrada em anos anteriores, e com a preservação do ecossistema local. A limpeza dos canais, de acordo com a gestão municipal, contribui não apenas para a redução de alagamentos, mas também para a mitigação da poluição ambiental que chega ao açude.
É um trabalho de dois meses, praticamente, onde será retirado muito material orgânico para poder ter essa prevenção em relação aos alargamentos e inundações na região a montante. Da Parangaba até aqui, todos os canais que são afluentes desse açude serão beneficiados, porque a água terá maior fluidez
“É um trabalho de dois meses, praticamente, onde será retirado muito material orgânico para poder ter essa prevenção em relação aos alagamentos e inundações na região a montante. Da Parangaba até aqui, todos os canais que são afluentes desse açude serão beneficiados, porque a água terá maior fluidez”, afirmou o coordenador da Defesa Civil, Coronel Haroldo.
Além das ações físicas de prevenção, Fortaleza contará, durante as chuvas de 2026, com o suporte do Observatório de Riscos Climáticos, lançado durante a COP30, em Belém (PA). A ferramenta foi desenvolvida pelo Instituto de Planejamento de Fortaleza (Ipplan) para aprimorar o monitoramento e a resposta do poder público a eventos extremos.

