Morreu aos 81 anos, nesta terça-feira (11), o industrial Roberto Proença de Macêdo, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). A causa da morte não foi divulgada.
O velório ocorre na Funerária Ternura, com missa às 14 horas, e o sepultamento será no Cemitério São João Batista no final da tarde.
Roberto Macêdo presidiu a FIEC por dois mandatos consecutivos, de 2006 a 2014. Engenheiro Mecânico formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), era diretor presidente da J. Macêdo S/A – Comércio, Administração e Participações, empresa controladora do Grupo J. Macêdo, fundado em 1939 por seu pai, José Dias de Macêdo.
Trajetória profissional
O grupo é um dos maiores e mais tradicionais do país, detentor de marcas nacionais como Dona Benta, Petybon, Sol, Brandini e Hidracor, com atuação principal nos segmentos de alimentos, tintas e agroindústria.
Sua ação estendia-se ao campo socioambiental, como conselheiro informal da Fazenda da Esperança, entidade dedicada à recuperação de dependentes químicos, e como membro de conselhos de organizações voltadas para a preservação da Caatinga, como a Associação Caatinga e The Nature Conservancy do Brasil.
A Universidade Federal do Ceará (UFC) concedeu a Roberto Macêdo o título de Doutor Honoris Causa, em reconhecimento a uma trajetória que uniu “indústria, conhecimento e compromisso social”.
FIEC emite nota de pesar
Em nota oficial, a FIEC emitiu um comunicado intitulado “Gratidão e Saudade”, no qual manifesta “profundo pesar” pelo falecimento do que classificou como “um dos mais importantes líderes da industrialização contemporânea do nosso Estado”. A federação destacou que sua gestão à frente da entidade “marcou uma transformação estrutural profunda, dando à Federação agilidade, modernidade e coerência institucional”, consolidando uma “cultura de ética e austeridade a serviço do bem comum”.
A nota, assinada pelo atual presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, descreve Roberto Macêdo como “um verdadeiro mestre” e um exemplo de “integridade, grandeza e espírito público”. A FIEC decretou luto oficial por três dias em reconhecimento ao seu legado

