Com os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro, cresce a previsão de novos fluxos migratórios de venezuelanos para países vizinhos, como o Brasil. Ao Opinião CE, a Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará (Sedih) afirmou que o Estado “permanece preparado” para acolher migrantes.
A pasta informou que, apesar de não terem sido registradas demandas específicas de populares do país invadido pelos EUA até o momento, o Ceará está preparado para “garantir o acesso à cidadania para quem chega ao Estado”.
Conforme a secretaria, de 656 migrantes atendidos pela Sedih de janeiro a novembro de 2025, 31% – ou seja, mais de 200 – foram venezuelanos.
A Sedih destacou que o Ceará possui “uma política pública estruturada e permanente voltada ao acolhimento, à proteção e à garantia de direitos de migrantes e refugiados”. Por meio da Política Estadual para Migrantes, Refugiados e Apátridas e do Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, instituída em 2025, são garantidas ações como:
- Atendimento humanizado;
- Acompanhamento por equipe multidisciplinar;
- Orientação para regularização migratória;
- Encaminhamentos para acesso às políticas de assistência social, saúde, educação e trabalho.
As ações, segundo a secretaria, são executadas pela Coordenadoria de Políticas Públicas dos Direitos Humanos, por meio do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP) e do Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM).
Captura de Maduro
Na madrugada do último sábado (3), Maduro e sua esposa, Cília Flores, foram presos no Centro de Detenção Metropolitano (MDC) após serem capturados em Caracas, durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos.
Os dois participarão de uma audiência nesta segunda-feira (5), em um tribunal de Nova York.
No sábado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou uma acusação formal contra Maduro, no âmbito de um processo criminal por tráfico internacional de drogas que o governo norte-americano move há cerca de 15 anos.
As acusações são as mesmas apresentadas na denúncia anterior, protocolada em Nova York em 2020: narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração para uso de armamentos.

