“Se a pessoa usar com moderação, sem abusar, de uma forma normal dentro do que se preconiza, aplicando no tórax, nas costas, e sem repetir inúmeras vezes a aplicação, ela pode ter algum efeito positivo, de acordo com a situação climática e o grau de congestão nasal”, explica o cardiologista.
No entanto, em excesso, essas três substâncias vaporizadas têm um efeito estimulante de náusea e vômitos. “Elas podem, inclusive, dependendo do nível de intoxicação, causar problemas cardiovasculares e neurológicos”, alerta Atique Gabriel.
Fittipaldi também chama a atenção para reações alérgicas e respiratórias. “Essas substâncias, se inaladas em excesso, podem causar reações alérgicas, irritação na mucosa e até produzir mais muco. O efeito que era para aliviar a congestão nasal, se usado em excesso, pode causar o efeito contrário”, diz. Ela ainda alerta para casos de ingestão ou inalação acidental, que podem provocar “intoxicação, náusea, vômito, até depressão respiratória e coma”.
Como melhorar a performance
Como você viu, apesar de parecer promissor, o uso do bálsamo não deve ser interpretado como fator real para a melhora de desempenho, especialmente sem avaliação médica. A pneumologista complementa que, para quem deseja melhorar a performance respiratória de forma consistente e segura, o caminho é outro.

