O relógio girou, os cabelos mudaram, mas o Brasil segue obcecado por uma única pergunta: quem matou Odete Roitman?
A cena icônica voltou ao ar nesta segunda-feira (6), no remake de Vale Tudo, e transformou a noite em um verdadeiro mergulho na nostalgia. A morte da empresária carioca, agora vivida por Débora Bloch, resgatou o clima de mistério e o impacto de um dos maiores momentos da história da TV.
No luxuoso quarto do Copacabana Palace, Odete encara o inimigo invisível. O figurino é o mesmo tom cinza que eternizou Beatriz Segall nos anos 1980. E antes que o disparo ecoe, ela lança a frase que já entrou para o cânone da dramaturgia brasileira:
“Meu bem, ninguém tem coragem de atirar em Odete Roitman.”
O som do tiro corta o silêncio. O corpo vacila, o sangue escorre, e o Brasil inteiro segura o fôlego — outra vez.
A autora Manuela Dias brinca com a memória coletiva e costura novas tramas em torno dos possíveis culpados. Maria de Fátima, Helena, Celina, César Ribeiro e Marco Aurélio estão entre os principais suspeitos. Todos tinham razões para odiar Odete — e agora, qualquer um deles pode ter apertado o gatilho.
Nas redes, o público reviveu a mesma emoção de 1989, quando o país parou para descobrir que Leila, vivida por Cássia Kis, era a assassina. Só que, desta vez, ninguém aposta com tanta certeza.
Com uma mistura de nostalgia, vingança e ironia social, o remake faz uma pergunta que continua ecoando nos lares brasileiros:
Quem matou Odete Roitman — de novo?

