Após Zezé di Camargo pedir a retirada ar do seu especial de fim de ano, a presidente do SBT, Daniela Abravanel Beyruti, publicou, nesta segunda-feira (15), uma carta defendendo os princípios da imparcialidade e da isenção do jornalismo do seu grupo de comunicação. Mais cedo, o cantor havia criticado a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no lançamento do SBT News, na última sexta-feira (12).
“O lançamento do projeto refletiu essa pluralidade e o respeito a todas as instituições. Tivemos representantes do Executivo, do Judiciário e do Legislativo”, defendeu Daniela, que é filha do apresentador Silvio Santos, falecido em agosto do ano passado.
Pela manhã, o artista publicou um vídeo criticando a ida do presidente e do ministro Alexandre de Moraes à emissora, dizendo que o episódio não condiz com seu modo de pensar e nem de grande parte do povo brasileiro.
O especial de fim de ano, com participações de Alexandre Pires e Paula Fernandes, tem previsão para ir ao ar na próxima quarta-feira (17). Mesmo assim, o cantor exigiu a retirada, pois não deseja decepcionar as pessoas.
“Eu não quero decepcionar as pessoas que acham que eu penso diferente. Então, se vocês puderem fazer um favor pra mim tire o meu especial do ar”, destacou Zezé.
O artista argumentou que não tem nada contra ninguém e espera que o Brasil “se saia da melhor maneira possível”, mas discorda das atitudes da filha do Silvio Santos de se posicionarem diferente do modo do seu pai. “Uma coisa que eu sempre disse na minha vida, filho que não honra pai e mãe pra mim não existe”, afirmou o cantor.
Daniela, na carta, respondeu indiretamente ao cantor dizendo que o jornalismo do grupo SBT segue uma carta com princípios do seu pai e fundador Silvio Santos.
“Foi justamente por conta dessas pesquisas e dessa carta com esses princípios que tomamos coragem para abrir um canal de notícias com a proposta de entregarmos mais do que somos e temos. Somos imparciais e isentos. Cabe a nós mostrarmos os fatos e, ao público, julgá-los”, completou.
Por fim, ela lamentou a forma como o projeto, na sua visão, tem sido mal interpretado. “Antes de as pessoas verem nosso trabalho, decidiram julgá-lo”.
“Queremos entregar ao Brasil um jornalismo confiável, sem partido, sem lado. Um jornalismo que não terá viés, não terá algoritmo, não provocará divisão e raiva entre as partes, não será nutrido por inteligência artificial e dará ao público apenas a notícia e a verdade dos fatos”, completou Daniela Abravanel.

