A Polícia Federal determinou o “retorno imediato” do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ao cargo de escrivão, carreira da qual estava afastado para exercer o cargo parlamentar. Desde março do ano passado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está foragido nos Estados Unidos.
A instituição demanda o retorno dele ao cargo em que ele é lotado, no Rio de Janeiro. A ausência injustificada, conforme ato publicado nesta sexta-feira (2), pode ocasionar providências administrativas e disciplinares.
Eleito deputado federal pelo estado de São Paulo, Eduardo teve o seu mandato cassado no dia 18 de dezembro, já que não mais comparecia às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados.
Como não ocupa mais o cargo de deputado, ele deverá retornar à Polícia Federal. O ato publicado no Diário Oficial da União (DOU) determina “a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo, a partir de 19 de dezembro de 2025”.
Fuga para os EUA
Em março do ano passado, Eduardo Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e pediu licença do mandato parlamentar. A licença terminou em 21 de julho, mas o parlamentar não retornou ao Brasil e já acumulava um número expressivo de faltas não justificadas em sessões plenárias.
Em setembro, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitou a indicação do deputado para exercer a liderança da minoria na Casa, argumentando que não há possibilidade de exercer o mandato parlamentar estando ausente do território nacional.
Eduardo Bolsonaro também é réu em processo no STF por promover sanções contra o Brasil para evitar o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, pela trama golpista.

