Roupas coloridas, acessórios detalhados e grandes performances tomaram conta do Centro de Eventos do Ceará neste sábado (31/1). Aproximando ainda mais a cultura pop e geek da Terra da Luz, o Sana 2026 Parte 1 segue até domingo, 1º, revelando um protagonismo que vai além das atrações oficiais: o dos cosplayers. Centenas de personagens de animes, filmes e jogos ganham vida no evento graças aos fãs que decidem incorporar não apenas a estética, mas também os gestos, as falas e a personalidade dessas figuras icônicas.
Passar horas na confecção de fantasias, adereços e maquiagem é parte essencial da experiência para quem vive o cosplay. No Sana, essa dedicação encontra espaço, reconhecimento e pertencimento. Ao longo dos anos, o evento se consolidou como um território onde o cosplay ganha voz e representatividade, não apenas por abraçar a cultura geek, mas por se firmar como um ambiente de inclusão, respeito e liberdade de expressão.
“Vou ao Sana desde 2006, mas comecei a ir de cosplay em 2013. Sempre fui muito divertido e interativo, então me adaptei fácil à fantasia. Aqui é o local onde muita gente ganha voz sem ser julgada”, conta Pedro Victor, que deu vida ao Coringa neste sábado. Com mais de 20 anos acompanhando o evento, ele relembra os primeiros anos com nostalgia: “Antigamente, todo mundo ia fantasiado no ônibus e depois seguia para o shopping comer. Era muito bom”.
Além da interação entre personagens, o Sana promove uma intensa troca de experiências entre diferentes gerações. Davi Allonso, de 17 anos, escolheu representar o Asa Noturna, personagem da DC. Para ele, o festival é um espaço seguro, onde é possível se expressar e criar laços com pessoas que compartilham a mesma paixão. “Aqui a gente pode extravasar e não ser julgado”, afirma o jovem, reforçando o sentimento comum entre os cosplayers.
Mais do que um evento de entretenimento, o Sana se consolida como um movimento cultural que envolve inclusão, economia criativa e identidade juvenil. “Cada edição é pensada para ser uma experiência transformadora”, destaca Daniel Braga, presidente da Fundação Cultural Nipônica Brasileira (FCNB), responsável pela organização. Segundo ele, o protagonismo dos cosplayers é parte fundamental dessa construção que transforma Fortaleza, mais uma vez, em referência nacional da cultura pop.

